Sites usados para a pesquisa do nosso projeto sobre Paleontologia

25/06/2013 20:27

Marlene Aparecida Serrano

 

Sites usados para a pesquisa do nosso projeto sobre Paleontologia

 

pt.wikipedia.org/.../Museu_de_Paleontologia_de_Monte alto... http://geoparkararipe.org.br/?p=661

dinosemmarilia.blogspot.com/‎

https://pt-br.facebook.com/museupaleontologico.montealto
Os fósseis (palavra deriva do termo latino fossilis que significa "desenterrado" ou "extraído da terra") são restos de seres vivos ou evidências de suas atividades biológicas preservados em diversos materiais.1 Essa preservação ocorre principalmente em rochas, mas pode ocorrer também em materiais como sedimentosgelopicheresinassolos e cavernas e os exemplos mais citados são ossos e caules fossilizados, conchasovos epegadas.2 A Paleontologia é a principal disciplina científica que utiliza fósseis como objeto de estudo2 , instaurada com a aceitação dos trabalhos deGeorges Cuvier3 . Nessa área do conhecimento, os fósseis fornecem dados importantes quanto a evolução biológicadatação e reconstituição da história geológica da Terra.2

A totalidade dos fósseis e sua colocação nas formações rochosas e camadas sedimentares é conhecido como registro fóssil, o qual contém inúmeros restos e vestígios fossilizados dos mais variados seres do passado geológico da Terra. Porém, apenas uma porcentagem ínfima dasespécies que já habitaram a Terra preservou-se na forma de fósseis, já que a fossilização é considerada um fenômeno excepcional por contrapor-se aos processos naturais de decomposição e o intemperismo.2 Logo, as partes esqueléticas biomineralizadas, mais duras e resistentes à decomposição e à erosão, tais como dentes, conchas, carapaças e ossos, é bem mais frequente e, por isso, a esmagadora maioria do registo fóssil é constituída por fósseis deste tipo de restos biológicos.2 Entretanto, restos orgânicos mais delicados e perecíveis também podem fossilizar.2 A preservação de matéria orgânica ou de restos esqueléticos delicados, uma vez que estes se decompõem e são destruídos rapidamente, requer condições de fossilização fora do comum que, por serem especiais, ocorrem na natureza mais raramente.2 Isso implica que fósseis de restos destes tipos não sejam frequentes.2 Em qualquer das circunstâncias, para que os restos de um qualquer ser vivo fossilizem, é fundamental que estes sejam rapidamente cobertos por um material que os preserve, geralmente sedimento.2

Segundo algumas fontes4 , somente os restos ou vestígios de seres com mais de 11.000 anos seriam considerados fósseis. Este tempo, calculado pela última glaciação, é a duração estimada para a época geológica do Holoceno ou recente. Quando os vestígios ou restos possuem menos de 11.000 anos, seriam denominados de subfósseis.2 Entretanto, outros autores, consideram que um fóssil é todo e qualquer resto ou vestígio de seres vivos do passado preservado em contexto geológico, independentemente da sua idade. De acordo com estes paleontólogos, fixar uma qualquer data para se poder considerar se algo é ou não um fóssil é arbitrário. Por outro lado, sendo o Holocénico (menos de 11.700 anos) parte do registo geológico, os restos orgânicos contidos em materiais holocénicos deverão ser considerados fósseis. Ou seja, o que determina o fóssil é a ocorrência conjunta de um resto identificável com origem biológica num contexto geológico, independentemente do seu tipo e da sua idade5 6 .

Tipos de fósseis

Os fósseis são classificados em dois tipos: restos (ou somatofósseis) e vestígios (ou icnofósseis).2

·         Resto: tipo de fóssil que ocorre quando alguma parte do ser vivo é preservada.2 São consideradas evidências diretas dos seres vivos.2 7 Por exemplo, fósseis de dentes, de carapaças, defolhas, de conchas, de troncos, etc.2

·         Vestígio: tipo de fóssil que ocorre apenas com evidências indiretas dos seres vivos, isto é, resultam de suas atividades biológicas.2 8 Por exemplo, estromatólitos, fósseis de pegadas, de marcas de mordidas, de ovos (da casca dos ovos), de excrementos (os coprólitos), secreções urinárias (urólitos), de gastrólitos, de túneis, de galerias de habitação, etc.2

Processos de fossilização

Esses diferentes tipos de fósseis - restos e vestígios - formam-se a partir de distintos processos de fossilização ou diagênese.2 Após, os eventos de morte do organismo, transporte de material orgânico e soterramento, estudados pela bioestrationomia, ocorre o processo de fossilização que reúne os processos de físicos e químicos que alteram tais restos, sendo que os mais frequentes são as mineralizações (incluindo as permineralizações),9 os moldes10 e as incarbonizações.

Tafonomia é a área do conhecimento que engloba os estudos de diagênese e a bioestrationomia, ou seja, ela estuda os processos de formação dos fósseis, desde o momento em que um dado resto ou vestígio biológico é produzido até que o encontramos, fossilizado, no registo fóssil.11

A lista a seguir cita alguns exemplos de processos de fossilização:12

·         criopreservação (mamutes preservados em gelo);

·         dessecação (dinossauros mumificados);

·         inclusão em ambâr (insetos em resina);

·         conservação de parte dura (ossos e conchas);

·         permineralização (lenhos e ossos);

·         incrustação (ossos e conchas em cavernas);

·         recristalização (conchas);

·         incarbonização ou destilação (restos vegetais);

·         substituição (por silicificaçãopiritizaçãolimonitização ou carbonatização);

·         moldagem (vestígios).

Mumificação ou conservação

mumificação é o mais raro processo de fossilização. Pode ser:

·         Total - quando o ser vivo é envolvido por uma substância impermeável (por exemplo: resina, gelo) que impede a sua decomposição.

·         Parcial - quando as formações duras (carapaças, conchas, etc) de alguns seres permanecem incluídas nas rochas por resistirem à decomposição.

Mineralização

Permian Silicified Sclerobionts.JPG

http://bits.wikimedia.org/static-1.22wmf6/skins/common/images/magnify-clip.png

Este processo, também denominado de petrificação, consiste literalmente na substituição gradual dos restos orgânicos de um ser vivo por matéria mineral, rocha, ou na formação de um molde desses restos, mantendo com alguma perfeição as características do ser. Ocorre quando o ser vivo é coberto rapidamente por sedimento após a morte ou após o processo inicial de deterioração. O grau de deterioração ou decomposição do ser, quando recoberto, determina os detalhes do fóssil, alguns consistem apenas em restos esqueléticos ou dentes; outros fósseis contêm restos de pelepenasou até tecidos moles. Uma vez coberto com camadas de sedimentos, as mesmas compactam-se lentamente até formarem rochas, depois, os compostos químicos podem ser lentamente trocados por outros compostos. Ex.: carbonato por sílica.

Moldagem

Consiste no desaparecimento total das partes moles e duras do ser vivo, ficando nas rochas um molde das suas partes duras. O molde pode ser:

·         molde externo - quando a parte exterior do ser vivo desaparece deixando a sua forma gravada nas rochas que o envolveram;

·         molde interno - os sedimentos entram no interior da parte dura e quando esta desaparece fica o molde da parte interna.

Marcas

É o tipo de fossilização mais abundante em que permanecem vestígios deixados pelos seres vivos, uma vez que é o mais fácil e simples de ocorrer. Exemplos de marcas podem ser: pegadas, ovos e excrementos de animais.

Moldes e traços de fósseis

Um molde de fóssil é formado por fluidos infiltrados que dissolvem os restos de um ser vivo, criando um buraco na rocha . Se esse buraco for preenchido com mais minerais, é chamado de molde fóssil. Se o enterro do resto biológico ocorre rapidamente, são grandes as chances de que até mesmo as impressões de tecidos moles permaneçam. Traços fósseis são os restos de caminhos, enterros, pegadas, ovosconchasninhos e fezes . Estes últimos, chamados coprólitos, podem fornecer uma ideia do comportamento alimentício do animal, tendo assim, grande importância.

Âmbar

http://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/thumb/2/22/Amber.insect.800pix.050203.jpg/220px-Amber.insect.800pix.050203.jpg

http://bits.wikimedia.org/static-1.22wmf6/skins/common/images/magnify-clip.png

Um insecto preso em âmbar. Este pedaço de âmbar mede 10 mm.

Âmbar é o nome dado aos fósseis conservados em resina2 e são um exemplo de mumificação (ou conservação). Animais menores, como insetos,aranhas e pequenos lagartos, quando presos em resina segregada por certas árvores, ficam praticamente intactos por milhões de anos. A produção de resinas remota ao Paleozóico, no período Carbonífero, mas a partir do Triássico encontra-se maior abundância de âmbar no registro geológico.2Além disso, estes fósseis podem ser encontrados em rochas sedimentares, assim como os demais tipos de fósseis.

O âmbar representa uma preservação de ótima qualidade relevante para estudos sobre evolução dos seres vivos.2 Por exemplo, podem apresentar informações sobre o ser vivo, o ambiente em que viveu, eventos relacionados a seu ciclo de vida e até mesmo possibilitam extração de DNA.2

Estromatólitos

http://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/thumb/1/1b/Stromatolites_in_Sharkbay.jpg/220px-Stromatolites_in_Sharkbay.jpg

http://bits.wikimedia.org/static-1.22wmf6/skins/common/images/magnify-clip.png

Estromatólitos

Estromatólitos são estruturas biossedimentares formados por meio de atividades microbianas, por exemplo cianobactérias, nos ambientes aquáticos, porém sua definição exata ainda é um assunto controvertido.2 São considerados as mais antigas evidências da vida na Terra, principalmente datados do Pré-Cambriano.2 Existem várias aplicações para esse tipo de fóssil das quais podemos destacar: identificação de regiões que ocorreram as primeiras atividades biológicas na Terra, da localização de microfósseis, interpretações sobre ambientes e suas respectivas mudanças ambientais que ocorreram no passado, além de serem atrações para turistas pela beleza e atração educativa.2

Pseudofósseis

http://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/thumb/4/42/Dendrites01.jpg/220px-Dendrites01.jpg

http://bits.wikimedia.org/static-1.22wmf6/skins/common/images/magnify-clip.png

Pseudofóssil - lembra uma planta fossilizada

Os chamados "pseudofósseis" (do grego pseudós, falso + fóssil) não são fósseis, não devem ser tratados como fósseis, nem incluídos em classificações paleontológicas ou em textos sobre fósseis. São designados "pseudofósseis" (ou seja, literalmente, "falsos fósseis") apenas por serem objetos geológicos que fazem lembrar estruturas orgânicas fossilizadas.2 O exemplo mais típico de pseudofósseis são as dendrites, precipitações inorgânicas de minerais que fazem lembrar fósseis de plantas.

Marlene Aprecida Serrano

Contato

E.E. Domingos Camerlingo Caló

e033923a@see.sp.gov.br

R. DUQUE DE CAXIAS, 558
VILA RECREIO - OURINHOS/SP
CEP: 19.911-621

(14) 3322-4387

Pesquisar no site